Na calada da noite o sono se dissolve
e as lágrimas descem sem motivo aparente,
quase um desespero que não consigo nomear,
enquanto o tempo se arrasta devagar.
Lágrimas e chuva riscam o vidro escuro,
molhando a paisagem que ninguém mais vê,
eu monto guarda dos meus próprios fantasmas,
invisível no quarto que virou refúgio e prisão,
o mundo, neste instante, parece injusto... e distante,
E eu me pergunto se existe algum sentido
que justifique esta dor constante,
este instante que pesa como séculos.
A vida sempre carrega o risco iminente,
medo do que pode vir ou chegar,
mas mesmo assim eu continuo aqui,
sentindo tudo, novamente a cada segundo.
Como se tudo se repetisse,
E será que não se repete? Pergunta meu coração
Minha mente não pergunta nada.