Eu sinto em meu corpo o amor, e tremo,
Não sei em que espaço vivo
Não sei em que época estamos
Teu nome é o único pulsar que resta, voz que ecoa,
grito sem medo, que dissolve as horas em névoa.
Meus ossos viram asas sem peso,
e o mundo encolhe até caber na curva dos teus lábios.
Aqui, o tempo é só respiração tua,
e eu, um fogo que não queima,
apenas arde em silêncio infinito.